Engenheiros do Hawaii – Gessinger, Lick & Malts – GLM (1992)

Inspirado no famoso logotipo ELP de Emerson, Lake & Palmer, o sétimo disco dos Engenheiros do Hawaii, “Gessinger, Licks & Maltz” ou simplesmente GLM, é um dos melhores (se não for o melhor) de toda a sua carreira. O disco não foi um marco comercial do grupo e sim um avanço incrível dos músicos.

As bases do som ficaram seguras e firmes no rock progressivo e na MPB. Os trabalhos de guitarra são de uma perfeição sem igual na carreira do grupo. Desde sons viajantes e até mesmo em alguns momentos de Hard Rock, o que podemos conferir é um verdadeiro festival de arrajos arrebatedores. 

Após o lançamento deste álbum a banda produziu o semi-acústico “Filmes de Guerra, Canções de Amor”, que marca a saída do guitarrista Augusto Licks e assim o período de ouro do grupo se finda, pelo menos ao que se refere a arranjos e trabalhos mais elaborados.

O álbum abre com um clássico: “Ninguém = Ninguém”. Uma guitarra com um solo em slide e um dedilhado no baixo mostram a grandiosidade da banda. Ao meio da canção um riff baseado (para não dizer idêntico) da música Pretty Woman é outro ponto forte. Magnífica!

Engenheiros do Hawaii (1992)

A canção “Até Quando Você Vai Ficar?”, muda o direcionamento do álbum apresentando um som mais Hard Rock e a utilização de vários Harmônicos artificiais e Tappings de guitarra. Em “Pampa no Walkman” a mistura de MPB e as raízes do som do Led Zeppelin criam um ambiente único.

Com “Túnel do Tempo” a banda faz um passeio épico por sintetizadores e uma letra mais que utópica. O retorno ao som mais pesado retorna em “Chuva de Containers”. Após ouvir “Pose (Anos 90)”, fica claro que é inadmissível que ainda seja posta em prova a importância do grupo para música brasileira.

Em “No Inverno Fica Tarde + Cedo”, temos a impressão que a perfeição musical atinge um nível raramente visto dentro do rock nacional, tamanha a beleza de seus arranjos. Um som mais ao estilo de YES e Gênesis pode ser conferido em “Canibal Vegetariano Devora Planta Carnívora”, outra de grande nível. 

A bela acústica “Parabólica” é uma homenagem de Gessinger para sua filha Clara, e foi com certeza o maior sucesso comercial do disco. Uma letra muito bem elaborada com bases fortes de guitarra estão presentes em “A Conquista do Espelho”, que se funde a grandiosa “Problemas… Sempre Existiram”. O álbum termina com “A Conquista do Espaço” e fica a vontade de ouvir tudo novamente. E você não pode deixar de conferir este estupendo álbum do rock nacional.

Músicas:


01. Ninguém = Ninguém

02. Até Quando Você Vai Ficar?

03. Túnel do Tempo

04. Chuva de Containers

05. Pose (Anos 90)

06. No Inverno Fica Tarde + Cedo

07. Canibal Vegetariano Devora Planta Carnívora

08. Parabólica

09. A Conquista do Espelho

10. Problemas… Sempre Existiram

11. A Conquista do Espaço

Ronnie-James-Dio-em-1972
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