
Este foi o disco que levou a banda ao estrelado e a aprovação definitiva de crítica e público. O álbum vendeu mais de 1,2 milhões de cópias e está na posição 21º dos 100 maiores discos da música brasileira, segundo a revista Rolling Stone em outubro de 2007, o álbum só não foi mais além devido ao lançamento do álbum “Rádio Pirata Ao Vivo” do RPM, que de certa forma ofuscou um pouco este disco perante ao grande público na época de seu lançamento no ano de 1986.
Encontramos neste disco um trabalho de composição mais interessante e mais bem elaborado do que o disco de estréia da banda. O carro chefe do disco na mídia foi a canção com arranjos simples, “Eduardo e Mônica”, com sua letra banal que conta a história de um casal onde as diferenças são evidentes, conseguiu se tornar um hino perante os fãs e ao público em geral, pode-se dizer até que esta canção é precursora do futuro hino da banda “Faroeste Caboclo” que sairia no próximo álbum “Que País é Este”.
Contudo são as profundas, políticas, e de instrumentais impecáveis “Daniel na Cova dos Leões”, “Andrea Doria”, “Fábrica” e a reflexiva “Índios”, que a banda mostra o seu melhor fazendo jus ao título de maior banda de rock do Brasil. Canções como “Tempo Perdido”, “Música Urbana 2” e a simples “Quase sem Querer”, também contribuem na solidificação do status que este álbum tem recebido no decorrer de todos estes anos após seu lançamento.
Este disco representa pra mim um espécie de “despertar”, onde as letras das canções “Índios” e “Fábrica” me tocaram de forma profunda me influenciando de forma direta na forma que via e vejo o mundo, e só por isso minha gratidão para com eles será eterna!
Músicas:
1. Daniel na Cova dos Leões
2. Quase sem Querer
3. Acrilic on Canvas
4. Eduardo e Mônica
5. Central do Brasil
6. Tempo Perdido
7. Metrópole
8. Planta em Baixo do Aquário
9. Música Urbana 2
10. Andrea Doria
11. Fábrica
12. Índios
